MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

B



Batalham Suas Matérias


Deus! Espie o Oriente!


Silêncio
Não consigo olhar na janela
Tão quieta agora, cerrada!
Meus olhos cegaram!
Meu coração está ferido!

Qual será o próximo amigo?
Ou serei eu?

No ar um cheiro de pólvora
Incomoda, alucina, arruína!
Na casa ao lado alguém morreu!
O próximo, meu Deus!
Serei eu?

Um barulho, minúsculo, sorrateiro
Denuncia que meu fim chegou
Entre tantos não será o primeiro
Um jeito de bomba!
Um prenúncio de dor!

Deus!



Espere-me!
Já vou!






BALA DE ANIZ



Ah! Se eu fosse um menino
De aparência peralta
Te faria um chamego
Um gracejo, uma falta.
Eu seria o primeiro da sua atenção
Indefesa criança teria tua mão.

Uma bala de aniz me faria feliz
E você me daria a chance de ser
O menino que um dia
Foi seu “bem” ao crescer.

Ah! Se eu fosse criança
Trocaria os segredos
Nossa velha aliança
Pela cor dos brinquedos.
Você seria a primeira de todas as fantasias
E nessa ingenuidade, isso me bastaria.

Uma bala de aniz me faria feliz
E você me daria a chance de ser
O menino que um dia
Foi seu “bem” ao crescer.




BATA À PORTA

Amor,
Se for, vá agora,
Sem pressa, sem dor.
Se for,
Por favor bata à porta
Pra dizer que já foi.

Os planos no papel do piano
Vão se perder na poeira da estrada
Os anos atravessando a cortina,
Acenando da esquina e mais nada.

Se agora sair de mansinho
E eu nem te chame ou veja, talvez...
Na porta, se sentir saudade
Esqueça da chave e fique outra vez...




Best Seller


Uma lua, uma rua...
Poesia tropical.
Uma chuva, alguém...
Não faz mal,
Só faz bem!

Uma casa, uma rede,
Céu aberto...
Uma esquina, um deserto,
Você por perto...
Tudo bem.

Um carro, um cigarro...
Direção e meta,
Toda incerta...
Tua mão...Tudo bom.

Minha história, tua história.
Best Seller – tecnicolor
Todas brigas, todas rugas,
Tudo amor.




           BICHO DO MATO

Quando eu era bem mais moço
Galopava com o vento
Que soprava em meio ao trote
Afugentando os pensamentos.

O alento da toada
Era o som do passaredo
O barulho da enxada
No martírio do arvoredo.

Era menino do mato
De dia vencia o galope
De noite vencia o cansaço.

Quando veio a flor da idade
Veio a fome da cidade
Dirigindo o meu galope
Em busca de liberdade.

Lá chegando fui tragado
Pela fome e solidão
Até hoje é só saudade
Pois fui livre no sertão.

Era moço da cidade
De dia vencia a fome
De noite vencia a saudade

Já agora homem feito
Tão sem fome e sem saudade
Nas mãos trago o respeito
E no peito a liberdade.

Da terra tiro o sustento
Do cavalo, a diversão
E do som do passaredo
À noite faço canção.

Sou bicho do mato
De dia venço o galope
De noite venço o cansaço.

 







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