MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

domingo, 14 de outubro de 2012

M



 

Miragem

Nas ruas, faróis de carros
Juntos, lado a lado
Sem romantismo...
Fecho os olhos numa viagem:
O campo, o mar, a brisa... miragem
Fugir do abismo...

Nas Lojas, as Vendas Soltas
Numa correria louca
sob um céu gris...
Dói no peito uma saudade:
Da nossa antiga amizade
De voltar a sorrir ...

 

 

Minutos Parecidos


Você anda apressado
Contra o tempo...
Diz que é hora
De ir e vir.

Você pensa e joga
Os planos todos fora
E diz que é hora
De partir.

E os anos, tantos...
Alentos que ficaram por aí.
O aceno, prantos, nada...
Mais ninguém pra te seguir.

E minutos parecidos
São vividos quase sempre por aí
Sempre achando tudo lindo
Só sorrindo, sem motivos pra sorrir...





MÃE




Já no meu primeiro choro

Em pleno sopro de vida

Cobriu o berço de ouro

Os beijos da mãe querida


E já no primeiro passo

De mãos dadas eu segui

Como prêmio o abraço

     Mamãe aqui, eu ali




No caminho o be a ba


O lápis, giz e tesouras


Pra mamãe se alegrar


Vitaminas e cenouras




Veio a tal adolescência


Onde tudo é complicado


Jovens ricos de carência


Tanta luz e olhos fechados




E mamãe sempre do lado

Paciente pra ajudar


“Santo colo abençoado”


Sempre, sempre a perdoar




Vasta espécie de animais


Ratos, gatos rãs e cães 

Homens bons e homens maus


São felizes se tem mãe.





MARCAS


Hoje vou pedir que você fique
Um pouco mais
E caso fique, vou pensar
Que foi por mim...

Quero mostrar que do meu lado
O céu poente é iluminado
E que distante
Não é assim.

Se olhar atrás vai perceber
Que todas marcas dessa estrada
Quase sempre dão em nada
E entristecem o prosseguir.



Mares do Sul


Eu vim de longe muito longe
De um lugar que nunca saí
Lá a rua é tão nua,
Mas é sua, é da gente
Tão diferente daqui

Eu vim de um mar tão verde
De um céu tão azul,
Um céu mais claro,
Bem mais que este
Eu vim de um lugar do sul

Lá o luar é poesia
A gente é fantasia
À noite, um violão.
Não tem – tristezas
Só alegria
Nesse lugar quando se chora
É sem razão

Lá o destino é mais amigo
Em tudo que se precisar,
Mas se, se vai embora
O coração da gente chora
Enquanto não voltar

Eu vim de longe, muito longe
De um imenso céu azul,
Dos cantos e recantos
Eu vim dos mares do sul.




Medo do Escuro


Na escuridão do quarto
Que do leito assiste
Todo gesto é triste
E o som, assustador.
Um vulto sobrevoa
Da porta ao telhado,
São monstros calados
Que a mente criou.
Será embaixo da cama?
Devo ficar quieta
Ou espiar na fresta
Além do cobertor?
Já vejo a mão aberta
E o toque dos dedos...
E no pavor do medo
O sono evaporou...
Então criei coragem
E acendi as luzes...
Nem sei como pude
Chegar ao interruptor
Depois na claridade
Tudo era engraçado
O medo tinha acabado
E o sono voltou...


MENINICE

Calmamente ela chegou
Como brisa na manha
Seu encanto exalou
Leve aroma  de hortelã.

Seu sorriso ingênuo e franco
Contagia os mais cruéis.
Seu andar flutua manso
Nos olhares mais fiéis.

É comum na meninice
Graciosa incontinência,
Não se sabe se crendice
Ou se pura irreverência.

Ela aponta na estrada,
Faz de todos pretendentes...
Não precisa dizer nada,
Basta se fazer presente,

Ela cresce e vai embora.
Abraçou a liberdade...
Nas manhãs se sente agora
O seu cheiro de saudade.

 






MEU EU COMPOSITOR

Diferente compromisso trago na caneta agora
Pra contar do que eu faço que outros cantam toda hora
O meu nome vai calado nos aplausos da platéia
Da genialidade ouvida, vêm de mim todas idéias.
Quando pego o violão. Chuva, sol ou ventania...
Tudo move a criação, seja noite ou seja dia.
Do luar, do sertanejo, do suor, de tanta história.
Tudo sinto, tudo vejo... Pro cantor ficam as glórias.
Eu já fui abençoado pelas mãos e muito amor
Quero agora os aplausos do meu eu compositor.





Minutos Finais


Acordei num dia qualquer
De rotineiros modos...
Vesti normal, tudo igual
Como tantas vezes já fiz...
No café matinal.

Breves instantes no espelho
São minutos finais.
Apressada, não sorri,
Não me dei o adeus
Ao partir...

Sabia que amava você
Mas como é costumeiro
Amar sem dizer,
Acabei partindo
Sem me dar o prazer.

Acordei num dia qualquer
Para o instante final
E esqueci de abraçar,
Como hábito de quem ama
E esquece de dar.

Breves instantes na vida
Tão pouco adubados,
Quase nunca acariciados...
Só nos minutos finais
Se percebe alguém ao lado!
 



MORADA
Refiz os meus versos, desfiz os meus nós
Tirei pranto e poeira, tem dó de mim.
Cruzei os caminhos, pisei nesse chão
Destilei meus espinhos, sou assim.

Colorindo semblante, sonhador...
Me acho sozinho, sem amor.
Tracei minha sorte, ditei minha estrada
Vivi vida e morte, sem morada.

Mudei meu destino, suei minhas mãos
Fui quase um menino, sem razão
Seguirei esse rio, esse mar
Pedirei as estrelas, meu lugar




Meninos do futuro...



O Brasil tem fome...

Fome de saber o nome
Fome de oportunidade
Fome que já foi de pão
E que agora é de direito

O Brasil quer respeito...

Respeito pela sua história
Pelos sonhos, por merecimento
Pelas lutas, que não foram poucas
Quer Escolas e as limpas as Lousas...

O Brasil é homem...



Homem do futuro
Homem do passado
Do tipo apaixonado
Que sempre... Manda flores
E que ainda é muito amado!
 

 

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