MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

P



Páginas Viradas


Procurando no mapa de coisas perdidas
Aflições demarcadas de causas vividas
Tantas almas sofridas...

E a seca crescendo, lá no peito morando
Como foto antiga, sempre em preto e branco
E minhas cores num canto...

Alguns rios parados, rascunhos de vida,
Dos amores calados, tantas dores colhidas
Velhas histórias esquecidas...
E os sonhos voltando, como páginas viradas
Lentamente revividas, loucamente revisadas
Eu refaço minha estrada...




PAI


Final de tarde!
O dia foi duro na escola
Um colega mais atrevido
Me chama pra briga
E agora?

O sinal toca!
Olho pra fora e você lá.
Sempre por perto.
Meu mais fiel amigo
Pra me amparar!

E no carro...
Me orienta todo o caminho
Como devo agir, sem fugir.
Me faz seguro, com consciência
Que não sou sozinho...

Na maturidade
Pareço pleno como me quis
Mal acostumado com seus cuidados
Sempre te escuto
Como aprendiz!

A noite cai
Olho meu filho e faço mais
Que ele um dia, assim como eu
Tenha o imenso orgulho
De me chamar de Pai!




POETA BREJEIRO

Eu venho em busca do sucesso
De mãos coladas à poesia
Minha nacionalidade é pura fantasia.

Pego o papel e o tinteiro
Surge o poeta brejeiro
Às vezes norte, agora minas, é minha sina

Quando descrevo a natureza
Transformo o lodo e o lamaçal
Em multi-gotas cristalinas
Todas com rimas...

Às vezes surge um violão
No dedilhar da boemia
Inspirações bem diferentes
E todas filhas...

Eu venho em busca do sucesso
De mãos coladas à poesia
Tiro da sombra a claridade
Todos os dias...




Porte de Doutor


Compositor, seresteiro, cantador!
Canta com a gente
Numa nota diferente.
Essa cantiga
Que eu fiz pro meu amor!
Diz num repente
Se o toco é coerente
Com o que sou...
Embale a noite
Afague o peito dessa gente...
Assine a obra com o porte
De Doutor!...
Guarde a prosa bem guardada
No seu peito trovador!
E só assim você será
Compositor!
Compositor, seresteiro, cantador!
Não me censure
Por meus versos tão
Reversos e comuns.
Crave nas cordas
Um desejo sonhador...
Dever a prosa bem guardada
No seu peito trovador!
E só assim você será
Compositor!



Porte de Doutor



Compositor, seresteiro, cantador
Canta com a gente numa nota diferente.
Essa cantiga que eu fiz pro meu amor!
Diz num repente se o toco
É coerente com o que sou

Amigo velho, companheiro em desamor
Não me censure por meus versos
Tão reversos e comuns.
Crave nas cordas um desejo sonhador
De ter a prosa bem guardada
No seu peito trovador.

Cative rostos, entre no peito dessa gente
Assine a obra com o porte de doutor
Guarde a prosa bem guardada no seu
Peito trovador
E só assim você será compositor.

 




PRA SÃO COSME E DAMIÃO

Decidi pedir pro céu
Um bocado de atenção
Pra acabar com esse fogo
Dentro do meu coração.

Procurei o meu cantinho
No meio de uma canção
Já cansei de ser sozinho
No meio da multidão.

Decidi amar a lua
Que é bem mais imensidão
Pra não ser alvo da sua
Sempre grande gozação.

Já pedi pro Santo Padre
Um minuto de oração
Já orei, você não sabe,
Pra São Cosme e Damião.

Acabei chorando a lua
Que resposta não me deu.
E o fogo ainda arde,
Como o fogo arde o breu.

Acabei nesse cantinho
Sem rima e melodia
Me despindo sonolenta
Em plena luz do dia.

Já estou odiando a lua
Que de tal, nem me vê
E o riso ainda falta
E ainda há falta de você.





PREDESTINADOS


Desde os mais remotos dias

Que se segue um ritual,
Tanto o ser inteligente
Quanto o irracional.

Batizado como guerra,
Camuflado numa luta,
Para se sobreviver
Se recorre a força bruta.

Na conquista de alimento
Bichos matam outros viventes.
Os que matam por matar
São denominados “gente”.

Guerra do bem contra o mal
Como a luta contra o câncer,
Agora, já não “tão” temido,
Assustador, como antes.

Estudado nas cobaias,
Nas pesquisas, nos doentes...
Uma guerra que se trava
Só com a força da mente

Guerra do pão contra a fome
De tanta gente desnutrida
Onde se busca na política
Uma melhor qualidade de vida

Hoje já tão discutido
Como o povo do nordeste,
A fome arrasta o mundo
Norte, sul, leste e oeste.

Desde os mais remotos dias
Todo ser que vem a terra
Já nasce predestinado
A ser parte de uma guerra.





Pressentimento



Olha nas esquinas
São tantas meninas
São tantas sinas, sinais...
Que a gente não sente,
Pressente somente.
Olha nos becos,
São tantos projetos,
Corpos incertos, decerto,
Que desconcertam,
Essa vivência sem nexo...
Olha na lua
Beleza singela que dá cobiça
E a gente remói... Alcança e destrói.
Olha o futuro
Um tanto frio, tanto escuro
Acaba o mal e a fome,
É o fim do homem?





Pros Versos os Desenganos


Comecei prometendo que um dia
Compraria o céu e o oceano
Venderia o mar pro universo
E pros versos os meus desenganados.

Te daria vestido de renda,
Muita prenda, muita jóia...
Prometi te fazer oferenda
Todo dia, muita glória.

Quando vi já estava atolado
E os dias corriam lá fora...
E você nem estava ao meu lado,
Acuado e sozinho na aurora.

Eu quero sair te lembrando
Esperando o seu aparecer
Pra te fazer minha amiga
Pela vida, sem mais prometer...





Purpurina e Realeza

Pros seus olhos de princesa, purpurina e realeza
Elos de advertência, eu recriei todos os hinos
Na inocência de um menino atravessando a adolescência
Pros seus sonhos mais secretos mil castelos de concreto
Rabisquei no horizonte, clareei o céu escuro
Iluminando o seu futuro, iludidamente longe.
Soneguei todos os anos nos seus olhos de princesa
Purpurina e desenganos, num castelo de tristezas
Hoje sigo lentamente, recriando o horizonte
Passo a passo, coerente, decididamente longe.







 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Política de moderação de comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência.

EPTV SUL DE MINAS