MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

S



Sem Sol...Sem Vida




O sol queima a pele
E vai contornando o rio...
Apaga o frio,
Ilumina a rua
E no mar reluz...
O sol foge da lua
Como o diabo foge da cruz.

O Sol nas Roupas Torcidas
Numa confusão de corpos
Traduzindo gostos
Dimensão e formas...
Revelando o cotidiano, a lida
Dos moradores expostos
No varal da vida.

Com o sol
Vem  sempre a sede
E na sombra
Tem sempre uma rede.
As vezes, ele castiga...
Mas, sem sol
Sem vida.






Só...


Já sinto o aroma...
Talvez se fechar os olhos
Perceba o jasmim.
Um toque amadeirado
Diz que, se eu olhar pro lado
Verei o carmim.

Visualizo o perfil...
Talvez se fechar os olhos
Não perceba a multidão...
Nos Lares, se Alimentando...
Nos bares, socializando...
E eu sozinho


Já vejo a cor...
Talvez se fechar os olhos
Não perceba a ogiva
E num lampejo florente,
Te traga de volta à mente
E à vida...

 


Se bebum bebe, nem Deus entende!

Eu já li mil vezes
Esse poema para entender
Não consigo!
Alguém pode me falar
O que eu tentei dizer?
Com a mente "encharcada"
Eu bebia e escrevia
E saiu isso daí:

Eu estive com Deus
Num bar ontem,
Ele comentou de ti,
Cuidado!
Deus está bravo!

Tua orelha vai ser pouca
Para braveza de sua boca!

Corto seus dias!
Larga Maria!
Abusar, proibir, violentar,
Quem tu pensas ser,
Diferente do Alfredo
Que abriu o gás
E morreu?

Esse não fui eu,
Mas também não foi José,
Apaixonado, confiado, doido,
Corno de bobeira,
Pois dei cérebro,
As asneiras eu não dei!

Deus bebeu!
Contradições no copo,
Tristezas e melancolia
Por ver a sua cria
Respirando errado
E quando me viu ao lado
Disse: "te prepara pra nascer!"

Coitado do Barman,
Agitando o coquetel,
Viu seu bar no "beleléu"
E virou feito um conhaque
Todo líquido no eslaque
Da piranha que assistia!

Deus, misericórdia!
O coitado só pedia
__Vai rezando Ave Maria
E gritou:


__Garçon mais um!
E bebendo e soluçando
O fim do homem adiando
Disse a moça:

Enche o copo do bebum!
Que esse aqui já viciou,
O conheço de outros bares
E só lembra do "abate"
Quando o copo esvaziou
Deus, coitado,
Quando fez esse daí
Bem no meio cochilou!







SIBILANDO...DE SOL A SOL.




NA LIDA, A ENXADA AMIGA
MOENDO O CORPO SUADO, ALI...
CALADO
NUNCA RECLAMA, SORRI...


O SOL QUEIMA A PELE
E VAI CONTORNANDO O RIO...
APAGA O FRIO,
ILUMINA A RUA
E NO MAR RELUZ...
O SOL FOGE DA LUA
COMO O DIABO FOGE DA CRUZ.

NA ROÇA, JÁ LIGA O RÁDIO,
SIBILANDO O ADUBO DA MENTE, O TOM,
CONTENTE...
NO PRENUNCIO DE TEMPO BOM.



O SOL NAS ROUPAS TORCIDAS
NUMA CONFUSÃO DE CORPOS,
TRADUZINDO GOSTOS,
DIMENSÃO E FORMAS...
REVELANDO O COTIDIANO, A LIDA
DOS MORADORES EXPOSTOS
NO VARAL DA VIDA.

ALI PERTO, O BULE, O CAFÉ...
O PEDAÇO DE PÃO, A FATIA
NO ALBARDÃO...
AH! PRESTIMOSA MARIA!

COM O SOL
VEM SEMPRE A SÊDE
E NA SOMBRA,
TEM SEMPRE UMA RÊDE.
AS VEZES ELE CASTIGA
MAS, SEM SOL...
SEM VIDA.

TARDEZINHA, O CAVALO, O CAMINHO...
O JUSTO SOSSEGO, O LUAR,
O APEGO...
NO ACONCHEGO DO LAR!






SERENOU




SERENOU MADRUGADA, SERENOU

QUANDO EU VI JA ESTAVA A SERENAR

BEM NA HORA, QUANDO O DIA COCHILOU

VEM VIOLA E SERESTEIRO NAMORAR

NAO TEM PAI, NAO TEM NOME, SO TOADA

ROMANTISMO E BOEMIA NOITE AFORA

UMA LUA, UMA RUA, A NAMORADA...

NAO TEM ONTEM AMANHA, SO TEM AGORA

SERENOU MADRUGADA, SERENOU

CALMAMENTE A GENTE SENTE O SERENAR

SAI DO PEITO UMA CANTIGA DE AMOR

PARA A AMADA, ADORMECIDA, ACALENTAR

NAO TEM PRESSA, NEM LUGAR, NAO TEM PARADA

FAZ DA NOITE A COMPANHIA, A MORADIA

DA VIOLA, A NAMORADA MAIS AMADA

COMPANHEIRA ATE O RAIAR DO DIA

SERENOU MADRUGADA, SERENOU

NAO PERMITA, DEUS, O FIM DO SERENAR

A TRISTEZA DOS BOEMIOS APARECE

QUANDO O DIA ENTRISTECE O DESPERTAR




            


 Saudade mata a gente

Um dia fui embora
Deixei minha menina
No braço uma viola
No peito uma sina...

Saudade mata a gente, morena...
Saudade faz doer, faz chorar
E o peito reclamando, morena
Pedindo pra voltar!

Seguir por uma estrada
Poeira, ao longe eu via.
Em todo bar mostrava
Viola e cantoria.

Saudade mata a gente, morena...
Saudade faz doer, faz chorar
E o peito reclamando, morena
Pedindo pra voltar!

Eu quis ganhar o mundo
Pra ser muito famoso,
E o peito lá no fundo
Pedindo por meu povo.



  SAUDADE MORENA

Já vai tarde, vai longe
A saudade morena
Minha leal companhia
Vai num novo horizonte
Desde que despertou
Colorindo meu dia.

Teus olhos descansam
No vento soprado pelos meus
Teu sorriso orvalha meu olhar
No sorriso dos lábios meus.

Já vai tarde, vai longe
A saudade morena
Minha leal companhia
Se a sorte ajudar
A saudade morena
Vai pra não mais voltar.



 

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