MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Concurso



Concorrer a uma vaga no funcionalismo federal sempre foi visto com bons olhos. Em 1994, com 34 anos de idade, decidi prestar o concurso para uma vaga de ATENDENTE COMERCIAL na EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. Confesso que não estava 100% segura de conseguir passar, afinal, eram mais de 5.000 concorrentes e a prova em Belo Horizonte. Lembro que saímos num ônibus fretado para o concurso, da Praça Senador José Bento, de madrugada, para chegar a tempo de fazer a prova às 8 horas da manhã, na Universidade Católica. Era de múltipla escolha e eu havia estudado bastante Português e Matemática, matérias de maior peso, além de conhecimentos gerais. Os aprovados seriam convocados novamente para ir à capital mineira fazer a prova psicológica e entrevista, também eliminatórias.
Eu fique surpresa quando vi a classificação geral, eu estava na lista dos aprovados. Dos concorrentes mineiros eu estava em 77ª colocação. Era um bom lugar, pois as pessoas concorriam para diversas cidades e alguns meses depois me chamaram para a segunda prova.
Novamente em BH, dessa vez o dia todo, fui a uma bateria de testes.
Aí veio a notícia ruim: Eu trabalharia em desvio de função. Isso mesmo! Lá em BH já fui informada de que eu havia sido aprovada para ATENDENTE COMERCIAL, porém a chefia de minha cidade me usaria de forma a atender os interesses da empresa. Era pegar ou largar! Eu conhecia os meus direitos e, por isso, não ia abandonar meu sonho de trabalhar nos Correios! Jamais!  Se preciso fosse, trabalharia nas ruas. Depois fui aprendendo que a coisa era bem pior do que eu pensava! Trabalhar em Pouso Alegre nas ruas iria exigir de mim, talvez, bem mais do que eu podia suportar, afinal, não havia existido até então na cidade, um CARTEIRO do sexo feminino. Eu iria encontrar resistência e discriminação não só nas ruas, mas com os companheiros também.  
O exame psicológico era um teste de paciência LITERALMENTE. Algumas vezes a vontade era de bater em retirada, tamanha a pressão da avaliadora.
Agüentei firme e a tardinha o resultado: APROVADA.
Alguns anos depois eu compreendi o porquê dessa forma de avaliação: Trabalhar nos Correios  era viver em constante pressão. Oito anos lá e fui parar no cardiologista! Mas isso é outra história... Quem acompanhar as MEMÓRIAS DA EBCT, verá, hehehe.

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