MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Discriminação! Praga que trazemos de berço!




Discriminação é um problema enraizado no ser humano e que, muitas vezes, nem é percebido. Uma pessoa que tem um diploma universitário ou uma formação profissional mais planejada e no dia a dia se depara com pessoas de profissões como “empregada doméstica”, “lixeiro”, “auxiliar de serviços gerais” e tantos outros que existem no Brasil, automaticamente assume uma postura de superioridade. Isso é percebido tanto na maneira arrogante com que são tratados, com descaso e altivez, quanto quando recebem atitudes paternalistas, como se carecessem de certa “pena” ou de orientação. O olhar superior! Ah! É uma faca que fere fundo!

Quando trabalhei nas ruas entregando correspondência pude perceber e senti na pele esse constrangimento. Sim, constrangimento, pois não existe nada pior que perceber que está sendo avaliado por sua profissão, como se só os miseráveis e sem perspectiva de vida trabalhassem nas ruas, nos serviços braçais, nos caminhões de lixos, nas construções e em tantas outras profissões tão ou mais dignas que a maioria que conheço. Ora, é preciso existir um lixeiro, um varredor de rua, um entregador de cartas, um pipoqueiro, etc. Como seria a economia do planeta sem eles? E todos estamos sujeitos a isso, não pensem que não. Numa guerra as coisas ficam de cabeça pra baixo, temos que meter a mão na massa; numa recessão poderemos abrir falência ou perder o emprego e, ora, precisamos comer! Sim! Conheço mendigos universitários que andam pelas ruas presos às drogas. O que são? Deixaram de ser universitários? Engenheiros mendigando fora do Brasil! Professoras de domésticas em tantos países nesse mundão de Deus! Uma empregada doméstica nos EUA tem carro na garagem e apartamento bem maior que os da classe média daqui. Portanto aquele lixeiro que vemos todos os dias passando na nossa rua, com certeza, tem ou terá um filho na Universidade, graças ao seu trabalho! Então ele é inferior em que? Conheço muita gente da classe média que não terminou os estudos e ainda posa de “filhinho de papai” nas baladas pela noite afora, gastando o dinheiro suado dos pais. Qual será a profissão de seu papai? Médico? Empresário? Também conheço muito balconista de farmácia que está se formando em engenharia, direito e muitas outras profissões. Qual será a profissão do pai dele? Empregado de alguma fábrica? Marceneiro? Professor? Pode ser qualquer coisa, até o tal “lixeiro” que tanto é discriminado!

E o que dizer daqueles que sonham em serem floristas, frentistas, balconistas, padeiros, pedreiros... Sim! São profissões que muitos sonham para si! Eu garanto que um pedreiro ganha muito mais que a maioria que está lendo esse texto! Vai por mim, ganha!

Então por que não fazemos um exame de consciência antes de menosprezar quem quer que seja? Mudar uma postura não é tão difícil quanto se pensa, se isso for para melhorarmos como seres humanos!





MPadilha/Me Morte

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