MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

terça-feira, 10 de março de 2015

Língua solta - Mendigos e o amigo da onça!

Caminhada é saúde! Emagreci 4 kg desde o dia 13 de janeiro, quando comecei a ir ao centro a pé para trabalhar. Mas o papo é sério, além das vantagens de uma boa caminhada, existe também o lado informativo. Já citei aqui das casas de produtos agropecuários colocarem animais em gaiolas e parece que finalmente esse hábito está acabando. Só que algo mais grave é motivo de minhas considerações nesta postagem, os mendigos. Uma situação muito triste a dos sem tetos de nossa cidade. Começa aqui mesmo no Jardim Olímpico, na frente da agência do Banco do Brasil, que ainda nem inaugurou. Um mendigo dorme ali acompanhado de seu fiel cãozinho, numa situação degradante para um ser humano.
Recentemente eu vi uma ampla campanha do CRAS de nossa querida Prefeitura Municipal, onde o lema era: Não dê esmola!

 Eu imagino que essa atitude se deva ao fato de que ao não dar uma esmola, o indivíduo se veja obrigado a procurar esse setor, onde será recebido, cuidado, encaminhado e receba novamente sua tão merecida dignidade. Uma dia eu ouvi de uma Assistente Social que o mendigo não quer trabalhar porque recebe tudo de graça nas ruas. Para que trabalhar se tem tudo que precisa de graça, sem esforço? Será que isso procede? Eu fiquei indignada com a afirmação porque acho que,  em sã consciência, ninguém jamais se sujeitaria as intempéries, as humilhações, a sujeira etc., para receber esmolas e não ter que trabalhar. Por isso, antes de fazer essa matéria andei sondando sobre o que é feito efetivamente por esse ser quando procura ajuda do Cras. Ele recebe roupas, comida, banho, cama quentinha, orientações, encaminhamento para um trabalho, etc. Mas, ele recebe ajuda de um profissional relativa aos vícios que adquiriu nas ruas? Ele recebe ajuda para poder suportar as crises de abstinência? Existe alguma clínica onde ele seja encaminhado para tratamento e desintoxicação? A Prefeitura arca com as despesas médicas relativas a sua internação? Quantos mendigos procuraram ajuda e se encontram em tratamento nessa clínica? Qual é o endereço dessa clínica? O que está sendo feito para esclarecer esse indivíduo de que ele tem direito a esse tratamento e que pode contar com o apoio total do município desde a internação, até o encaminhamento para a reintegração na sociedade quando da sua alta? São perguntas pertinentes, uma vez que a campanha diz "não dê esmola", justo esperar que essas respostas existam e sejam satisfatórias. Sim, porque só não dar esmola não resolve o problema, é o mesmo que dizer "deixe morrer de fome". O mendigo não vai querer a cama quentinha, a comida, o trabalho, sem antes obter a cura da sua louca vontade de usar drogas, de beber pinga, de fumar pedra... Ora, ora, estamos falando de doentes, de viciados e não de animais! Onde está a resposta para minhas perguntas, que certamente é a dúvida de todos? 
A campanha de tirar os mendigos da rua é tão somente uma campanha para tirar a sujeira, limpar o que está sujo, tirar o que está feio. Ora, uma campanha para mostrar uma Pouso Alegre florida, sem essas pessoas que enfeiam nossas ruas. Sim, esse é o lema, embelezar a cidade. A campanha não deveria ser "ajudar nosso semelhante", "reintegrar essas pessoas", "inclusão social" e tantos outros termos? A necessidade mais básica desses moradores de rua é o respeito! Eles não estão enfrentando fome e frio, chuvas e humilhações, porque simplesmente não gostam de trabalhar! Eles estão nessa vida porque foram excluídos da sociedade. Eles entram nessa furada que é a dependência química e são abandonados pela família, depois pela sociedade num todo. A culpa é deles,  não estou tirando as respectivas responsabilidades, porém dependência química é doença, alcoolismo é doença e isso é responsabilidade do estado, o mesmo estado que permite o tráfico, que não tem competência para acabar com esse comércio maldito que tomou conta do planeta! 
Daí vem um Prefeito e decide que que a Guarda tem que pegar essas pessoas e dar um esfrega, jogar num carro e largar numa cidade vizinha com o aviso: NÃO VOLTE!  Daí a coisa se torna pública e vem outro Prefeito e decide dar roupa, comida, cama, trabalho... E o vício? "Ora, vício é coisa de sem vergonha! Parem de dar esmolas! Vocês financiam a permanência desse elemento nas ruas!"  Ora, se as esmolas cessarem ou ele morre ou ele foge pra outra cidade, isso sim! Seria bem providencial não é mesmo? 
Eu continuo esperando respostas e se alguém do Cras se dignar a responder posso até mudar de ideia e me desculpar. Mas acho bem improvável! 

.................E essa notícia:ALBERGUE INTERDITADO

.....................Os fatos falam por si só...


Eu estava cursando faculdade de Serviço Social e tive que trancar matrícula,  mas ainda vou realizar esse sonho. Tenho uma questão a resolver, uma utopia talvez, a de ser uma verdadeira Assistente Social. Talvez eu nunca consiga,  porque estamos longe desse avanço na profissão! Hoje o que temos são pessoas se formando para assumirem a posição de "Assistentes Municipais", "Assistentes Privados", "Assistentes do pau oco", Assistentes Sociais no verdadeiro sentido da palavra ainda não conseguimos visualizar no Brasil e talvez, em nenhum lugar do mundo!

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